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Retrofit em instalações elétricas:

 

Nos últimos anos, presenciamos claramente, o crescimento no número e potência dos aparelhos elétricos ao nosso redor, a tecnologia trouxe mais conforto e mais segurança, no entanto, muitas vezes não atentamos para as limitações das nossas instalações elétricas, que por vezes têm mais de duas décadas.

Os condutores, assim como seus dispositivos de proteção, têm limitações da operação e vida útil restrita, por isso, devem sofrer inspeções periódicas em residências, na maioria dos casos uma inspeção à cada dois anos é o suficiente. Considerando que haja acréscimo somente dentro do previsto na inspeção anterior.

A primeira inspeção tem que ser feita com aproximadamente cinco anos e serve para adequar as instalações às normas vigentes e instalar novos dispositivos de proteção e controle.

A maioria das instalações brasileiras com mais de três anos sequer tem DR e aterramento, os circuitos não são divididos da forma indicada na norma e outros pequenos deslizes.

Nossas instalações com mais de vinte anos precisão de atenção especial, nesses casos as previsões de carga estão bem abaixo das atuais necessidades de consumo. Assim, é preciso uma revisão bem criteriosa analisando-se separadamente cada circuito e a carga total disponibilizada. As fugas de corrente assim como sobrecargas que causam super aquecimento nos condutores e a utilização de "extensões" e "T" são as principais causas de incêndios.

Um ponto importante a ser considerado nas vistorias, é se as quantidades de tomadas e suas disposições nos cômodos supre as necessidades de uso do local, se for necessário, é preciso instalar no mesmo ponto um número maior de tomadas, atentando-se a potência dos equipamentos em relação a capacidade de condução de corrente dos fios e cabos instalado e sua proteção.

Não é raro, em instalações mais antigas. encontramos condutores com isolamento de "pano", isso é um risco, pois, além do seu isolamento ser altamente inflamável ainda retêm umidade. Podendo, quando encharcado, conduzir corrente entre dois condutores ou entre um condutor e o eletroduto, caso esse seja metálico.

Emendas mal feitas, ou isoladas com fita de "pano", também são outro problema sério que merece muita atenção.

As consequências podem ser menos desastrosas, mas, mesmo assim, causam prejuízos, em casos menos críticos de fuga de corrente ou sobre carga ( não estou afirmando que haja caso tolerável ou seguro para esses problemas, pelo contrário ), onde os condutores aquecem, porém não provocam combustão, existe o consumo excessivo da energia elétrica, pois o calor dissipado nos condutores representa consumo elétrico.
Já presenciei casos em que os condutores de alimentação de uma unidade consumidora "vibravam" com a passagem da corrente.

É normal o consumidor perguntar se com um "aumento de carga", sua conta de energia elétrica vai ser reduzida, essa dúvida é muito comum para que o cliente possa avaliar a relação custo x benefício na hora de investir no retrofit.
Em alguns casos sim, se a sua atual instalação sofre com aquecimentos constantes e intensos a redução será significativa, pois não haverá mais d

issipação de energia nos condutores, em casos onde isso ainda não ocorre, o cliente precisa estar consciente de que será uma medida preventiva, que evitará futuros desperdícios e acidentes.

Alguns sinais evidenciam problemas nas instalações elétricas, os clientes devem estar atentos a esses sinais:

Variação na luminosidade emitida por uma lâmpada quando é ligado algum equipamento;
Desarme frequente do disjuntor ou queima de fusível;
Necessidade de usar extensões ou "T";
Quadro de disjuntores sem identificação.

Outros sinais alertam para o risco eminente de um acidente sério.

Aquecimento de quaisquer partes da instalação;
Um disjuntor que desarmava, e repentinamente não desliga mais;
Um disjuntor que desarmava e foi substituído por outro de maior corrente sem a troca dos condutores;
Duas ou mais extensões (ou "T") ligadas uma à outra;
Choques em partes metálicas da construção (como bicas e janelas).

Vale lembrar ao cliente que, para essas inspeções, ele não pode sob hipótese alguma,contratar um eletricista ou outra pessoa leiga. Esses serviços têm que ser feitos por profissionais qualificados, técnico ou engenheiro.

Referências normativas: NBR 5410/2004.

Fabrício Mendonça
Eletrotécnico
CREA-RJ 154531

Desde 2006

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