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Obra de restauração e revitalização da Igreja de N. Senhora do Carmo da Antiga Sé



Mudança da matriz da XP investimentos



Reforma e ampliação da matriz da Quip S.A



Entrevista TV Brasil



Projeto e obra de revitalização da iluminação da Igreja de Nossa Senhora das Dores



Apresentação Fabricio Mendonça Eletrotécnico Ltda





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Obra de restauração e revitalização da Igreja de N. Senhora do Carmo da Antiga Sé



Sobre a Edificação

A igreja do Carmo remonta a primitiva capela do vizinho convento do Carmo, um dos mais antigos da cidade, fundado ainda no século XVI. Quando os carmelitas chegaram à cidade, por volta de 1590, foi-lhes doada uma capelinha dedicada a nossa senhora do Ó, na então Rua Direita (atual Rua primeiro de março), perto da praia, local do atual templo. Ao longo dos séculos XVII e XVIII, frades construíram um grande convento ao lado da capela, edificação ainda existente, apesar de parcialmente descaracterizada.

A igreja do Carmo

A primitiva capela deu lugar à atual igreja a partir de 1761. As obras, a cargo do mestre Manuel Alves Sebútal, estenderam-se por quinze anos, tendo o novo templo sido sagrado em 22 de julho de 1770, com uma procissão solene.

A talha dourada em estilo rococó do interior, de grande beleza, foi realizada por mestre Inácio Ferreira Pinto a partir de 1785.

Capela Real e Catedral

Com a chegada da família real portuguesa e sua Corte ao Rio de janeiro, em 1808, o vizinho paço dos vice-reis (atual paço imperial) foi utilizado como casa de despacho da corte. A rainha D. Maria I (1777- 1816) foi instalada no também vizinho convento do Carmo, sendo ambos os edifícios ligados por um passadiço elevado ( hoje inexistente), sobre a Rua Direita. Por ser o templo mais próximo, D João VI designou a igreja do Carmo como nova capela Real Portuguesa e, pouco mais tarde, também com catedral do rio de janeiro, condições que manteve ate 1977, quando foi inaugurada a nova Catedral Metropolitana, na Av. Chile.

Como capela Real, a igreja do Carmo foi palco de importantes eventos, como a sagração de D. João VI como Rei de Portugal, em 20 de março de 1816, após a morte de D. Maria I. Aqui também se casaram o príncipe D. Pedro, futuro imperador do Brasil, com D. Leopoldina de Áustria no dia 6 de novembro de 1817.

Capela imperial

Sagração de D. Pedro I na capela imperial em 1822. Pintura de Jean Baptiste Debret. A fechada foi completada apenas por volta de 1822 pelo arquiteto português Pedro Alexandre Cavroé, que deu ao edifício um frontão elevado em estilo clássico.

Após a independência do Brasil, a igreja do Carmo passou a ser a Capela imperial e sediou as cerimônias de sagração dos imperadores D. Pedro II bem como o casamento da princesa Isabel como Gastão de Orléans, o conde D'EU, em 15 de outubro de 1864.

Para permitir a ligação da rua do cano ( atual rua Sete de Setembro) co o largo do paço, em 1875 (1857 segundo outros autores) foram demolidas a torre e a portaria do antigo Convento. Um passadiço elevado conectou os dois edifícios até 1890.

Por determinação do Cardeal Arcoverde, a torre foi reconstruída em 1905 e em 1910, construiu- se o frontispício voltado para a Rua Sete de Setembro. Estas obras afastaram o conjunto das suas linhas originais.

Perda da Sede Episcopal

Em 1976,quando a nova catedral para o Rio de janeiro foi concluída, a igreja do Carmo perdeu a sua condição d catedral, sendo a partir daí também chamada a antiga SÉ ( SÉ= catedral).

Características

A fachada principal da igreja do Carmo é um tanto assimétrica devido ao posicionamento da torre longe do corpo central. Por volta de 1900 a fachada e a torre foram muito alteradas, apenas o primeiro andar da fachada, com os três portais em estilo pombalino lisboeta, é ainda original. A estátua em um nicho da fachada representa o santo padroeiro da cidade, São Sebastião. A torre, reconstruída entre 1905 e 1913 pelo arquiteto italiano Rafael Rebecchi, é encimada por uma estátua, em bronze, de Nossa Senhora da Conceição.

No interior, as paredes da nave única possuem uma serie d capelas laterais profundas separadas por pilares. Sobre a cada capela há um balcão (tribunal) que se alterna com pilastras contendo telas ovais com pintura dos apóstolos, de autoria do pintor colonial José Leandro de Carvalho. O teto, de madeira curvada, é subdividido em tramos que acompanham as divisões da nave. Sobre cada balcão há uma abertura no teto (luneta) que permite a entrada de luz. No fundo da nave encontra-se a capelo- mor, separada desta por um arco-cruzeiro.

A decoração do interior é a principal atração artística do edifício, graças ao magnífico trabalho de talha dourada de feição rococó que cobre a capela-mor, arco- cruzeiro, capelas laterais, nave e teto. A talha, de grande unidade de estilo, foi executada a partir de 1785 pelo escultor Inácio Ferreira Pinto, um dos maiores artistas do Rio de Janeiro colonial. A estética rococó da talha é evidenciada pelo tipo de distribuição dos ornatos, repartidos em painéis com molduras douradas, que não chegam a cobrir toda a superfície, permitindo o contraste entre o dourado e os fundos brancos e transmitindo uma sensação de elegância. O arco triunfal da capela-mor é particularmente espetacular. Felizmente as reformas posteriores alteraram relativamente pouco o interior da igreja.

Curiosidades

Em um jazigo que fica abaixo da capela do santíssimo, se encontram depositados, desde 1903, em uma urna de chumbo, parte dos restos mortais de Pedro Álvares Cabral, descobridor do Brasil, que jazem na igreja de Santa Maria da Graça em Santarém, Portugal.

Em dois dos sete sinos no campanário, encontra-se gravada a data de fabricação: 1623.

Um desses sete sinos foi fundido por João Batista Jardineiro em 1822, ostentando as armas da família Real Portuguesa e a inscrição: D João VI. A igreja do Carmo teve muita importância no desenvolvimento da musica erudita no Rio de Janeiro. Foram regentes e compositores da capela Real o Brasileiro Padre José Mauricio Nunes Garcia e o português Marcos Portugal.

A OBRA

Quando recebemos os projetos e prazos para a execução dessa obra já percebemos o tamanho do desafio. Nesse dia, reunimos a equipe imediatamente para que recebesse o treinamento sobre as peculiaridades da obra. Por se tratar de uma edificação tombada pelo patrimônio histórico, nossos funcionários deveriam ter atenção redobrada, nada poderia ser removido ou instalado sem autorização do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), a fim de preservar as características originais do prédio.

Em 2007 quando iniciamos execução da nova instalação elétrica para a igreja da antiga Sé, tínhamos em mente que confiabilidade e a durabilidade deveriam ser nossa principal meta.

Logo, nos deparamos com vários condutores antigos que empregavam isolamento de material inflamável, o que representava um risco real ao uso diário da igreja. Com isso, o conceito inicial do projeto se reforçou. Seria imprescindível a substituição de cada metro de cabo elétrico. Substituímos todo antigo cabeamento elétrico por um novo do tipo não halogenado, ou seja, em caso de incêndio não emite gases tóxicos. Os novos quadros de disjuntores receberam dispositivo DR que desligam o circuito em caso de alguém tomar um choque, e por serem supersensíveis também desarmam ao menor curto ou sobrecarga. Dessa forma esse belo patrimônio histórico e seus frequentadores estão plenamente protegidos.

Foi preparada uma instalação especial para o espetáculo de SOM & LUZ, o qual apresenta diariamente a história da própria igreja.

DADOS TÉCNICOS DA OBRA

Responsável técnico: Fabrício Mendonça
Duração da obra: 08 meses
Início: Julho de 2007
Término: Março de 2008
Cabos elétricos empregados: mais de 70.000 metros de cabos elétricos não halogenados
Luminárias instaladas: mais de 1.200
Lâmpadas instaladas: mais de 1.500

ABNT ABNT CREA-RJ - Reg. N.: 2006213195

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